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obituário

Morreu o carpinteiro Fernando Covalesky

27 Abril 2018 12:30:00

O carpinteiro que fazia abajures para presentear os clientes. Confira outros falecimentos em Santa Maria e região

Fotos: Arquivo Pessoal

Nascido e criado em Rosário do Sul, fronteira oeste do Estado, Fernando Covalesky, 96 anos, sempre morou na Rua General Canabarro, no Centro. Na cidade, criou os filhos Carmen Teresinha, 63, Maria Elena, 60, Fernando Assis, 58, Ana Sue, 56, Silvia Inez, 53, e José Cláudio, 52. Ele tinha 14 netos e nove bisnetos (o mais novo deles deve nascer em agosto). Covalesky foi casado com Helena de Araujo Covalesky por 46 anos. Após o falecimento da esposa, há 22 anos, o idoso morou com a filha Silvia, e nos últimos anos, resolveu viver sozinho. Muito independente, ele adorava fazer as atividades de casa.

Covalesky perdeu o pai aos 4 anos de idade e, desde então, foi criado pela mãe e pelo avô, que era carpinteiro e marceneiro. Foi com essa convivência que ele desenvolveu uma grande paixão pela criação, invenção e desenvolvimento de peças feitas com madeira.

- O pai adorava ser chamado de carpinteiro em razão de ser devoto do São José. Ele era muito religioso e rezava pedindo graças e agradecendo para o santo - lembra a filha Carmen.

Desde muito jovem, Covalesky dedicou-se ao ofício. Ele criou móveis, ajudou na construção de capelas na cidade, fez as aberturas para portas e janelas do Hospital de Caridade Nossa Senhora Auxiliadora, em Rosário, assim como fez os bancos e mesas para a Igreja Matriz da cidade e para o salão paroquial.

Mas, entre todos esses trabalhos, seu preferido era a confecção de abajures. A partir de diferentes tipos de material, o carpinteiro fez centenas de abajures, que entregava como brinde de agradecimentos para quem o ajudava de alguma forma.

- Desde os filhos, netos, bisnetos, até amigos, parentes e vizinhos, até a equipe do hospital, ele presenteava todo mundo com seus famosos abajures para agradecer aos cuidados e, também, como forma de agradar. Ele usava garrafas pet, peças de carro, ventiladores antigos, madeira, taquara, não importava o que era. O vô criava e também fazia a parte elétrica de cada peça - relembra o neto Eduardo Covalesky Dias, 28.

Muito solicito e animado, Covalesky não dispensava as festas da família. O idoso adorava se reunir com os familiares, principalmente, para as refeições. Além da alimentação balanceada, o idoso tinha como tradição tomar uma taça de vinho todos os dias.

- Acho que isso foi um dos segredos de ele de chegar até quase os 100 anos. O pai se cuidava muito - diz Carmen.

Apaixonado por crianças, Covalesky adorava ficar com os netos e bisnetos no colo. Ele também gostava muito de animais e, em frente de casa, construiu um espaço para deixar comida e água para cães e gatos de rua. A família conta que, todos os dias, ele limpava e recolocava a alimentação. Antes de falecer, ele pediu para os funcionários de uma loja em frente à sua casa para manterem a tradição. Além disso, uma galinha começou a fazer ninho no pátio da casa dele, e Covalesky cuidou dela e de seus pintinhos.

Ainda segundo a família, ele também era muito querido pela vizinhança em razão de fazer parte dos clubes Casa da Amizade, Golfe Clube, Liga Feminina de Combate ao Câncer e Rotary.

À família, Covalesky deixa o legado de generosidade, alegria, atenção e carinho. O idoso estava internado desde 15 de abril internado no Hospital de Caridade Nossa Senhora Auxiliadora. Ele faleceu em 19 de abril, de causas naturais, e foi sepultado no mesmo dia, às 17h30min, no Cemitério Municipal São Sebastião, em Rosário do Sul.

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