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Morreu o carnavalesco Paulo Munhoz Siqueira, o Minhoca

29 Janeiro 2018 00:05:00

Apaixonado por samba e futebol, ele deixa um legado de alegria. Confira outros falecimentos em Santa Maria

Fotos: Arquivo Pessoal

Filho dedicado, Paulo Munhoz Siqueira, 65 anos, optou por não se casar nem constituir uma nova família. O que ele queria mesmo era cuidar da mãe, Nelcy Munhoz Siqueira, 81 anos. Os dois moravam juntos no Bairro Itararé, e ele era muito querido pelos vizinhos. 

Nascido em Santa Maria, o idoso era descrito pela família como um autodidata na área da marcenaria. Minhoca, como era conhecido, adorava criar e restaurar móveis antigos e tinha muito talento para o ofício. Além disso, ele também produzia e consertava instrumentos da Escola de Samba Barão do Itararé.

- Ele foi muito atuante aqui na escola. Ia aos ensaios com frequência e estava quase sempre pela quadra da escola. Ele também participava dos nossos desfiles, e, no passado, chegou a fazer alegorias e instrumentos musicais. O Minhoca foi um carpinteiro de mão cheia - relembra o atual presidente da Barão do Itararé, Paulo Silveira.

Siqueira era irmão de Ubirajara e Luciane (já falecidos), Rosangela, 68 anos, Rosane, 56, e Rozilane, 41, e tinha 14 sobrinhos, que eram ouvintes animados das histórias da infância do tio. Torcedor do Internacional, o marceneiro acabou montando um time chamado Flamengo para participar de campeonatos amadores. E, em dias de jogo do Colorado, ele reunia familiares e amigos para acompanhar as partidas. 
- Tinha muita alegria e "flautas" saudáveis aqui em casa nesses dias - recorda a irmã Rosane.

De acordo com ela, Siqueira herdou do pai, Feliciano Alves Siqueira (já falecido), a determinação para batalhar pelos sonhos, o desejo de estudar e a vontade de ser uma pessoa melhor. Quando não estava trabalhando, o idoso gostava de desenhar projetos de pandorgas e construí-las para competições e exposições.

O talento dele para o ofício era tão grande que Siqueira foi convidado a participar do 2º Festival de Pandorgas, em outubro de 2017, em Santa Maria.
- O mano ainda estava sempre trabalhando em alguma coisa. Ele não conseguia ficar parado, era uma pessoa muito ativa. Meu irmão também era muito comunicativo e adorava conversar com a vizinhança ou com quem passasse aqui na frente de casa - diz Rosane.

A família o descreve, ainda, como alguém cativante e que estava sempre alegre. A todos que estavam em sua volta, o marceneiro deixa o ensinamento de sempre ajudar o próximo.
Minhoca precisou ficar internado por 14 dias ino Centro de Tratamento Intensivo (CTI) do Hospital de Caridade Astrogildo de Azevedo, mas não resistiu e faleceu em 13 de janeiro. O sepultamento ocorreu no dia seguinte, no Cemitério Ecumênico Municipal, em Santa Maria. A família preferiu não divulgar as causas da morte. 

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