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obituário

Morreu doceira Maria Pereira Marques

30 Março 2018 14:00:00

Ela era boa em fazer doces e salgados, e seu dom era a disposição. Confira outros falecimentos em Santa Maria e região

Fotos: Arquivo Pessoal


Em 1976, a família da dona de casa Maria Pereira Marques, 92 anos, mudou-se de Passo Fundo para Santa Maria para dar estudo às filhas. Viúva do bancário Attendor Oliveira Marques há 24 anos, Maria tinha as filhas, Otília Marques, 65 anos, e Diva Marques, 63, como melhores amigas e principais companhias. Foi uma pessoa solícita, terna e caridosa.  

Conhecida pelos doces e salgados que fazia para vender, era detalhista também no artesanato, principalmente no crochê, uma de suas paixões.

- Há 11 anos, a mãe teve uma isquemia. Desde então, ficou com dificuldades motoras, principalmente, na fala. Mesmo assim, evitava ficar parada. Queria ajudar nas tarefas de casa. Porém, desde novembro, sua situação de saúde agravou-se - conta Diva, que é professora.

Lúcida e alegre, Maria será sempre lembrada pela boa conversa e pelo prazer que tinha em cozinhar para a família. Rodeada de amigos, porém muito caseira, deixa para todos uma lição de companheirismo, carisma e afinidade.

Para Otília, a casa ficou mais vazia, já que as duas moravam juntas.

- Até os 80 anos, ela conseguia fazer tudo em casa. Era nosso exemplo, nossa fiel ajudadora. Onde chegava, queria servir. Era o dom dela, sua missão e marca - conta a filha, que é artesã.

Sem movimento no braço direito desde que nasceu, Otília lembra que a mãe a ensinou a ser independente e a acreditar que era capaz de fazer qualquer coisa. Nunca foi tratada com limitações, tampouco com privilégios devido à deficiência.

- São coisas que a gente guarda. Nossa ligação era intensa. A mãe me ensinou a ser corajosa, a buscar possibilidades e superar obstáculos - conta a artesã.

Diva diz que os ensinamentos do kardecismo a tem ajudado a superar a saudade e lhe dado conforto.

- Sinto falta dela perto de nós. Parece que ela ainda está em casa. Não é difícil sentir o cheiro da comidinha caseira da mãe. Frequentar o centro espírita tem sido o meu consolo - afirma Diva.

Amiga de Maria há mais de 30 anos, a professora universitária aposentada Rose Bertelli Braunstein, 76 anos, não esquece os papos de anjo, uma das especialidades de Maria, que também foi confeiteira:

- Foram os melhores doces que comi na vida. E a torta fria, então? Maria era caprichosa em todas as atividades. Sensível e inteligente, fazia do crochê uma arte delicada e perfeita. Não me canso de reconhecer a grande mulher que ela foi.

Em 27 de fevereiro, Maria faleceu na Casa de Saúde, em decorrência de complicações respiratórias. Ela foi sepultada no dia seguinte, no Cemitério Santa Rita. 

Morreu dona de casa Albertina Caetano de Deus Machado

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20/03  

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21/03  

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Maria Izabel da Silva, aos 84 anos, foi sepultada no Cemitério Ecumênico Municipal, em Santa Maria 

22/03  

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