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obituário

Morreu centenário Adão Canabarro de Lima

02 Fevereiro 2018 10:00:00

Aos 105 anos, ele era rigoroso com a alimentação e com os exercícios físicos

Fotos: Arquivo Pessoal

Perto de completar 106 anos de idade, Adão Canabarro de Lima fazia questão de estar bem informado e tinha uma alimentação muito balanceada, rica em nutrientes e em vitaminas. Ativo, ele também fazia exercícios regularmente e não descuidava da saúde. Sempre que se sentia desconfortável ou doente, o idoso recorria a remédios naturais. Tudo isso fez com que, aos 105 anos, ele se mantivesse disposto e lúcido. 

- Quando eu saía de casa, o pai sempre me dizia "Deus te leva e Deus te traz", como uma forma de me proteger. Às vezes, ele brigava comigo, mas eu conversava com ele e tudo ficava bem - recorda a filha Rita, aos risos.

Lima também era pai de Rivaldino, Eloá e Jussara (já falecida). O idoso completou bodas de brilhante (75 anos de casamento) com a esposa Helena Alberta de Lima, com quem enfrentou muitas batalhas. Os dois encararam juntos a não aceitação do casamento por parte da família da noiva, assim como objeção da igreja católica de Ivorá, que, na época, não quis contrariar a família de Helena. Eles se conheceram em uma festa de igreja e se apaixonaram à primeira vista.

O casal decidiu, então, mudar-se de cidade. Ela começou a trabalhar com a família Binato em Santa Maria, e ele foi para Soledade, também a trabalho, para conseguir juntar dinheiro. Quando conseguiram ficar juntos, eles celebraram a união na Igreja Matriz de Santa Maria, na presença de padrinhos, e só se separaram em 2004, quando Helena morreu. A família formada por eles é grande. Lima tinha netos, bisnetos e trinetos, lembrava deles e perguntava por eles sempre.
- O meu avô foi um batalhador. Nada caiu do céu para ele. Para conquistar a vida que teve, trabalhou muito e em várias funções. Uma delas foi a de quitandeiro - diz a neta Fernanda.

Lima construiu um armazém no Bairro Duque de Caxias, chamado Bar da Rita, já que a filha, junto da mãe, era quem atendia no balcão, enquanto ele tratava de comprar mercadorias. O idoso morou por muitos anos com a família no bairro e ele conquistou a clientela, que fazia fila para comprar seus produtos.

À família, Lima ensinou que não se pode esquecer o lado humano e afetivo e que o dinheiro não é tão importante na vida como estar na presença de quem se ama. Além disso, ensinou que os filhos não podem abandonar as pessoas que as criaram no momento em que elas mais precisam. 
- Ele tinha uma personalidade forte, mas era muito generoso, um ótimo avô que gostava de contar as peripécias e, também, o quanto ele batalhou para chegar onde chegou. Ele adorava conversar com todos sobre tudo e, para isso, estava sempre com o rádio por perto e ligado - acrescenta Fernanda.

Nascido em São Martinho da Serra, Lima chegou a morar em Soledade com a esposa por alguns anos, mas se mudou definitivamente para Santa Maria depois que um incêndio destruiu a residência do casal. O idoso não conseguia ficar parado e sempre incentivou os filhos a conquistarem seus sonhos.
- Quando eu resolvi parar de trabalhar em um shopping em Porto Alegre para conseguir abrir meu próprio negócio, o pai disse para eu não ter medo e não desistir. Ele sempre deu bons conselhos - relembra Rita.

Lima faleceu em casa, de causas naturais, em 26 de janeiro, e foi sepultado no dia seguinte, no Cemitério Santa Rita, em Santa Maria. 

Morreu professor e diretor do Instituto Olavo Bilac Elpídio da Veiga

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