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bem que poderia ser assim

Em Santa Cruz do Sul, paradão de ônibus tem ar-condicionado, bebedouro e internet

13 Abril 2018 17:00:00

Colunista Deni Zolin fala sobre estrutura que custou R$ 50 mil

Deni Zolin


Foto: Divulgação (Prefeitura de Santa Cruz do Sul)

Ao ver essas fotos, que inveja que deu de Santa Cruz do Sul. A prefeitura de lá vai inaugurar nesta sexta-feira o que chama de a paradão de ônibus mais completa do Brasil. O abrigo, instalado na Rua Tiradentes, um dos principais pontos de embarque e desembarque do Centro de Santa Cruz, tem ar-condicionado e iluminação, oferecendo também aos usuários internet sem fio, bebedouro, carregador de celular, câmeras de videomonitoramento, tela que avisa em tempo real a chegada dos ônibus e acessibilidade.

Para completar, é toda envidraçada, com película de proteção infravermelha, e tem placas de energia solar que vão gerar uma economia de 70% com luz. O abrigo, que tem 11m70cm por 3m50cm, possui 70% da área fechada e 30% do espaço aberto, para as pessoas que não gostam ou não podem ficar em ambientes refrigerados.

Votação da nova tarifa de ônibus será na próxima semana

Mas quanto custou? Não foi barato, mas não é um valor absurdo. Segundo a prefeitura de Santa Cruz, foram gastos R$ 50 mil, com verbas do município. A obra integra o plano de modernização das paradas de ônibus. Outras quatro do mesmo modelo deverão ser instaladas em Santa Cruz.

Temos de sonhar, mas antes, fazer o básico
Por que Santa Maria não pode fazer a mesma coisa, ao menos nos dois paradões da Avenida Rio Branco e no da Rua do Acampamento, onde há o maior fluxo de pessoas? Claro que custaria mais do que R$ 50 mil, pois são paradas bem grandes. Mas mesmo que custasse R$ 500 mil, seria um dinheiro bem investido, já que atenderia grande parcela dos usuários de ônibus da cidade. 


Foto: Divulgação (Prefeitura de Santa Cruz do Sul)

Porém, antes de pensar em um abrigo de ônibus com ar, bebedouro e internet, como em Santa Cruz (fotos), precisamos cair na realidade e exigirmos abrigos decentes por toda a cidade, principalmente na periferia, onde os usuários têm de esperar no relento, sob sol ou chuva. Se a prefeitura não tem dinheiro, porque não propor uma parceria público-privada, em que empresas instalassem os abrigos em troca de publicidade?

Há outro problema que é o vandalismo, já que um abrigo com ar-condicionado talvez não durasse muito tempo aqui. Mas se formos pensar nisso, nunca faremos nada.

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