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Questão social

250 cavalos foram cadastrados, mas situação dos carroceiros de Santa Maria segue indefinida

10 Fevereiro 2018 12:00:00

Atividade não é regulamentada como profissão e repercute em problemas na mobilidade urbana, na saúde pública e no trabalho infantil

Foto: Lucas Amorelli (Diário)

A atividade não é regulamentada como profissão e além da polêmica, as questões que envolvem os carroceiros são complexas. Ao longo do ano passado, o Diário produziu uma série de reportagem e dezenas de matérias sobre o tema. Cerca de um ano depois, o Grupo de Trabalho da prefeitura e a Comissão Especial da Câmara de Vereadores criados para tratar do assunto ainda não têm definições concretas. Problemas decorrentes da atividade seguem repercutindo na mobilidade urbana, na saúde pública, no trabalho infantil, nos maus-tratos animal e na informalidade.

Algumas iniciativas até começaram, como o trabalho Central de Bem Estar Animal, que já fez testes, coletas e cadastramento de 250 cavalos nos últimos meses e contou com apoio do Centro de Reabilitação Equina da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM).

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A triagem dos animais percorreu os bairros e vilas Maringá, Cohab Fernando Ferrari, Jockey Club, Vila Oliveira, Parque Pinheiro Machado, Caturrita, Campestre do Menino Deus e no Distrito de Santo Antão. Contudo, o próprio trabalho da Central esbarra na falta de verbas e na aprovação de projetos que ainda não saíram do papel.

_ Entendemos que os encontros com os carroceiros só será possível, quando estivermos com os identificadores eletrônicos para cadastrarmos os cavalos. A microchipagem, o espaço para quarentena e a compostagem das carcaças dos animais de grande porte, que entram em óbito junto às vias públicas são projetos elaborados, ainda no ano passado, mas necessitam de verbas para a sua aplicabilidade _ informou o coordenador da Central de Bem Estar Animal, Alexandre Caetano .

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E, se por um lado, houve ações direcionadas aos animais, carecem medidas voltadas às pessoas. Exemplo é a morosidade para criação de uma cooperativa para os carroceiros, a maioria, recicladores de materiais. Para ser consolidada, necessita, primeiramente de uma área legalmente aprovada. Mas, segundo a prefeitura, ainda não foi definida.

O cadastramento dos carroceiros da cidade também parou. Desde maio do ano passado, quando havia 34 trabalhadores documentados em um levantamento, nenhum um outro recebeu a visita técnica do grupo de trabalho do Executivo.

NOVA COMISSÃO
Conforme a assessoria da vereadora Cida Brizola, que preside a comissão para tratar de veículos de tração animal, o possível retorno do cadastramento dos trabalhadores está senDo estudado junto ao município, acompanhado pela Procuradoria Juridica e pela Secretaria de Meio Ambiente. As visitas nos bairros e encontro com carroceiros não prosseguiram. Ainda, de acordo com a assessoria, a interrupção se deve à demanda de trabalhos centralizados em uma nova comissão, criada em novembro o ano passado, que trata da destinação dos resíduos sólidos.  

Há encontros todas terças-feiras pela manhã, junto convidados, técnicos profissionais e a comunidade. O dia a dia dos carroceiros bem como a reciclagem são pautas da nova comissão.

Já a problemática da circulação das carroças nas vias, está contemplada nas alterações e atualizações do Código de Pósturas e da gradativa implantação do novo Plano Diretor de Mobilidade Urbana (PDMU).

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