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Infraestrutura

Esgoto do Bairro Camobi só será ligado em 2020 ou 2021

05 Fevereiro 2018 10:00:00

R$ 22 milhões previstos não serão suficientes para concluir a instalação de todos os 77 km de canos de esgoto

Deni Zolin

Foto: Charles Guerra (Diário)
Moradores reclamam do transtorno e da demora para consertar as ruas

As obras do esgoto de Camobi, iniciadas em abril de 2013, ainda não têm data para acabar e vivem novo imprevisto. Como o contrato com a empresa Sul Cava está acabando e os R$ 22 milhões previstos não serão suficientes para concluir a instalação de todos os 77 km de canos de esgoto, a Corsan terá de fazer um aditivo ao contrato e, depois, uma nova licitação. Segundo o superintendente regional da Corsan, José Epstein, o contrato com a Sul Cava está acabando e terá um aditivo para seguir até novembro deste ano. Mesmo assim, ainda faltará fazer cerca de 10 km de rede, que será executada por meio de novo contrato, cuja licitação ocorrerá ainda no primeiro semestre. Essa obra deve ser concluída só em 2019.

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- Hoje, dos 77 quilômetros previstos no esgoto de Camobi, foram instalados os canos em 48 a 50 quilômetros. Com o aditivo de mais oito meses com a Sul Cava, chegaremos perto de 67 quilômetros concluídos, e teremos de fazer nova licitação para concluir os 10 quilômetros que faltarão - diz Epstein.

Porém, mesmo quando toda a rede de esgoto estiver instalada em Camobi, os 26 mil moradores ainda não poderão ligar o esgoto de suas casas e prédios na nova canalização. O motivo: ainda faltará instalar a estação de bombeamento e uma nova rede de 12 km para levar os efluentes até a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE), no bairro Lorenzi, além de ampliar a capacidade de tratamento dessa estação. Todas essas obras dependem também de licitação.

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Segundo Epstein, os projetos estão sendo concluídos agora, e a licitação deve ocorrer até abril. Porém, faltarão ainda a aprovação do projeto e a concessão da licença ambiental pela Fepam.  

- A ideia de construir uma Estação de Tratamento de Esgoto no campus da UFSM não deu certo, porque a Aeronáutica tem regras que não permitem esse tipo de construção perto da cabeceira da pista (da Ala4, antiga Base Aérea). Por isso, acabamos retomando o plano inicial, de ampliar a ETE da Lorenzi, que, na realidade, terá a capacidade triplicada - diz Esptein.

Segundo ele, essas obras de ampliação e a construção dos 12 km de rede para levar o esgoto de Camobi até a ETE da Lorenzi devem levar de dois anos a dois anos e meio. A Corsan não dá previsão para o início dessas obras. Mas, na melhor das hipóteses, se a construção começar no início de 2019, deve ser concluída no final de 2020 ou só em 2021.

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Dessa forma, antes de 2020 ou 2021, não será possível ligar o esgoto das casas e prédios na rede nova do prometido esgoto de Camobi, pois não haverá para onde levar os dejetos enquanto não for feita esse rede de 12 quilômetros até a Estação de Tratamento do bairro Lorenzi.

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