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Agronegócio

Preço da soja reage e chega a R$ 75,50 na região

10 Abril 2018 14:00:00

Mesmo com a valorização, produtores ainda estão aguardando preços melhores


Foto: Lucas Amorelli (Diário)
Seca na Argentina, disputa comercial entre EUA e China e alta do dólar elevam preços do grão

Apesar de o foco do produtor de soja ser a colheita da safra 2017/2018, o olhar para os estoques da colheita passada estão em alta com a melhora do preço do produto nos últimos dias. Cotada a R$ 63,05 no começo do ano, a saca de 60 quilos do produto bateu ontem à tarde o índice de R$ 75,50. Um acréscimo de 23,5%. Um dos melhores preços nos últimos tempos. Em fevereiro, um dos valores mais baixos registrados foi de R$ 61,56.

A elevação fez com os agricultores que ainda têm o produto em estoque fossem até as cooperativas da região vender o produto. Na Cooperativa Agrícola de Tupanciretã (Agropan), o gerente Volfer Gobbato afirma que o movimento aumentou na sede da empresa.

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- O saguão do prédio está cheio. Alguns produtores vieram vender o que têm em estoque. Mesmo assim, muitos usam a soja como uma poupança e vão esperar uma melhor valorização do produto. Muitos acreditam que a seca da Argentina e a retaliação da China à soja americana podem melhorar ainda mais os preços daqui - diz Gobbato.

Na região de São Sepé, a cenário da Cooperativa Tritícola Sepeense (Cotrisel) não é muito diferente. Ou seja, muitos ainda esperam uma melhor valorização do grão.

- O preço está bom. Alguns produtores que tinham prazo de entrega com valor definido por contratos de mercado futuro estão tendo menos prejuízos, já que esperavam melhor, valorização. No entanto, quem tem negociação livre ainda está esperando um melhor preço para vender. Ainda não há um volume de venda substancial. O o produtor está com o queijo e a faca não mão, só esperando a oportunidade certa - afirma o presidente da Cotrisel, José Paulo Salerno.

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Na sede da Cooperativa Agropecuária de Júlio de Castilhos (Cotrijuc), apesar da melhora na cotação do grão, a procura pelas negociações ainda são normais.

- A liquidação ainda é baixa. Percebemos que o produtor está segurando em busca de preços melhores. Ainda tem muitos fatores, além da seca da Argentina e da briga entre China e Estados Unidos, que podem influenciar na valorização do grão., como as eleições, a troca do ministro da Fazenda, e até o preço do dólar - revela o gerente comercial Luiz César Moro, que recebeu cerca de 30 mil sacos do grão na sede da cooperativa nesta segunda-feira.

A briga comercial entre a China e os EUA começou quando o presidente Donald Trump anunciou, em 22 de janeiro e em março, cobrar taxas de produtos importados da China. Os chineses retaliaram na semana passada, anunciando que, em breve, vão cobrar taxas de 25% de importação sobre a soja e outros produtos comprados dos EUA.

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