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na altitude

Santa-marienses atravessam Cordilheira dos Andes de bicicleta

19 Abril 2018 13:00:00

Flávio Antônio Brum e Luiz Fernando Camargo percorreram trajeto rodeados por belas paisagens

Dandara Flores Aranguiz

Foto: Luiz Fernando Camargo (Arquivo Pessoal)

Distantes de qualquer tipo de comunicação, dormindo em barracas e em contato direto com uma das mais belas paisagens naturais. Longe do consultório médico e do escritório de advocacia, os santa-marienses Flávio Antônio Brum, 59 anos, e Luiz Fernando Camargo, 58 anos, fizeram o que, para muitos, é um desafio. Eles atravessaram, pedalando, a Cordilheira dos Andes, a maior cadeia de montanhas do mundo em comprimento e que atravessa a América do Sul.

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Os dois percorreram 252 quilômetros de bicicleta em cinco dias, entre o final de fevereiro e o início de março. O médico e o advogado de Santa Maria decidiram, ao final de dezembro, que iriam, juntos de suas bikes, embarcar em uma aventura fora da cidade e região, por onde costumam pedalar aos finais de semana. Entraram em contato com um grupo de ciclistas de São Paulo, que organizam travessias no Brasil e fora do país, e o desafio estava lançado.

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- Eu pedalo há mais de 30 anos, mas por hobbie. É o meu desestresse. Eu e o Fernando pedalamos juntos há uns quatro anos. Mas o máximo que nós subimos foi Itaara, que tem uns 200 metros de altitude, nunca saímos fora da região pedalando - comenta Flávio.

O ponto de partida foi a cidade de Malargüe, localizada na província de Mendoza, na Argentina. De lá, o grupo de 27 ciclistas brasileiros e argentinos pedalaram por paisagens fantásticas e de tirar o fôlego até Curicó, no Chile. A travessia foi feita pelo trecho conhecido como Paso Vergara, que cruza a fronteira entre os dois países. No trajeto entre esses pontos não há qualquer vila ou comércio, apenas alguns moradores sazonais. O clima é seco e a estrada é de pedra, com muitas subidas e descidas, e a altitude chega a 2.800 metros acima do nível do mar.

CENÁRIO DE BELEZAS
Mas todo esforço é recompensado: Paso Vergara fica aos pés de um complexo vulcânico que pode ser avistado há dezenas de quilômetros. A estrada fica aberta em um curto período, entre os meses de janeiro e março, já que o resto do ano é coberta pela neve. No ponto mais alto, há um pântano, de onde nascem dois rios, e a vegetação seca dá lugar a uma imensa grama verde.
- A gente não compete, não era esse nosso objetivo ali. Pedalamos por qualidade de vida. E a experiência foi fantástica. A vista era o que nos motivava, ter os Andes nos esperando lá atrás. Foi uma das melhores coisas que já fiz na vida, aquela imensidão toda só para ti - relembra Flávio.

A aventura também foi novidade para Luiz Fernando, que pedala há cerca de cinco anos.
- Nunca participei de competições. Meu objetivo é sair da rotina. A experiência foi única. Não interessa a idade, sempre somos capazes de superar desafios e os nossos limites. Tive a oportunidade de sentir a natureza na sua plenitude e ter um céu absolutamente azul durante o dia e um tapete de estrelas à noite - conta Luiz.

Durante o trajeto, uma equipe de apoio acompanhava os ciclistas, para garantir segurança, hidratação e alimentação. De volta a Santa Maria, a dupla já planeja a próxima parada: Toscana, na Itália. A viagem deve ocorrer só no ano que vem, mas a expectativa já é alta desde agora.
- Só quero saber de viagem com pedal, não viajo mais se não for para pedalar - afirma Flávio. 

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