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No Estado do Colorado

Piloto de Tupanciretã encara 'corrida às nuvens' em montanha dos EUA

13 Fevereiro 2018 13:00:00

Leandro Rad, 39 anos, é o segundo brasileiro a participar de tradicional prova norte-americana

Naiôn Curcino

Foto: O Chacal Photorace

Muito em breve um filho de Tupanciretã pode estar prestes a entrar para a história da motovelocidade mundial. Leandro Fernandez Rad, 39 anos, nascido na cidade da região, é o segundo brasileiro a disputar a Pikes Peak International Hill Climb (PPIHC), também conhecida como "A corrida às nuvens". A competição, que é realizada desde 1916, é a segunda mais tradicional dos Estados Unidos e faz parte do calendário oficial da Federação Internacional de Automobilismo (FIA). O trajeto de aproximadamente 20 quilômetros, que começa já em um nível de 1,4 mil metros de altitude, termina em incríveis 4,3 mil metros. Se não bastasse isso, ao longo do percurso ainda é preciso manobrar em exatas 156 curvas. No dia 24 de junho, Rad estará à bordo da sua Yamaha para disputar na categoria leve, para motos até 500 cilindradas. 

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No ano passado, o motociclista, que hoje mora em Caxias do Sul e é dono de uma escola de pilotagem e piloto de testes da Yamaha Brasil, já havia ido ao Estado do Colorado, onde fica a montanha, junto às cordilheiras Front Range, como técnico de outro brasileiro. Em 2017, Rafael Pachoalin ficou em segundo lugar. Neste ano, veio o convite para o gaúcho também ser um dos 30 pilotos. 

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- São só 30 pilotos no mundo. É uma competição muito tradicional. Tive que enviar o meu currículo, eles analisaram e deram o aval. Sou o segundo latino-americano a ser aceito. Todos os outros brasileiros que tentaram, não conseguiram. Na verdade, nem eu achei que ia conseguir, mas a minha experiência contou bastante - explica. 

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Para uma competição tão perigosa, são necessários muitos cuidados e preparativos, principalmente por conta da altitude. Há um mês, Rad faz pedaladas e treinamentos funcionais para aguentar as exigências físicas da prova. Além disso, ele vai para os EUA no dia 5 de junho para se ambientar com o clima e treinar. 

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- Em 10 minutos, tu tens uma variação de quase 3 mil metros. É muita diferença. Nos primeiros treinos, temos que subir com uma mangueira de oxigênio. Se tu fores rápido e não tiveres experiência, tu morres. Já morei em Santa Maria, e para se ter uma referência, a altura da "garganta do diabo" é só metade da altura do primeiro setor do percurso - relata. 

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E para um desafio tão grande, Rad conta com a torcida dos seus conterrâneos. 

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- A minha família toda ainda mora em Tupanciretã, meus pais, meu irmão, seguidamente vou visitá-los. A cada dois meses, no máximo, estou na cidade. Nunca perdi essas raízes e espero que eles torçam por mim - destaca.

Foto: O Chacal Photorace (Divulgação)
Leandro (em cima da moto) é piloto de testes de uma montadora



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