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Saúde

Crianças na batalha contra a balança

23 Julho 2016 00:00:00

Desde 2011, o projeto Zé Colmeia tem trabalhado para combater o excesso de peso em crianças de Santa Maria

Alessandra Noal
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Projeções da Organização Mundial de Saúde (OMS) apontam que uma em cada três crianças sofre com a obesidade (acúmulo excessivo de gordura corporal) no Brasil. Se o quadro não mudar, até 2025 o número de meninos e meninas com sobrepeso (peso acima da média) e obesidade pode chegar a 75 milhões. 

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As causas desses problemas variam de acordo com os hábitos alimentares e a prática de atividades físicas dos pequenos, e também podem ter de origem emocional, social e biológica.

Em Santa Maria, os profissionais do projeto Zé Colmeia trabalham para combater a obesidade e o sobrepeso desde 2011. Criada pela professora da Escola de Dança Passo a Passo, Isabel Cristina da Rosa, em parceria com a prefeitura, a iniciativa incentiva os pequenos à prática de atividades físicas, com foco na dança, para a redução de peso.

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Além de se divertir dançando, as crianças do projeto são monitoradas por educador físico, psicóloga, nutricionista e fisiologista. Em conjunto, os profissionais buscam a prevenção e a promoção da saúde das crianças e dos adolescentes. Para Isabel é gratificante ver a evolução e a empolgação dos jovens.

– Aqui eles se sentem a vontade, pois todos tem o mesmo perfil – afirma.

Atualmente, participam do Zé Colmeia 50 jovens, com idades entre cinco e 18 anos, oriundos de 23 escolas municipais. Ana Carolini dos Santos Silva, 11 anos, está no projeto desde os seis anos – e adora!

– Entrei muito tímida, mas fiquei mais alegre e tenho novos amigos – conta.

Max Bernardo Silva Boer, 9 anos, revela que está no grupo há quatro. Ele diz que ama dançar e que já perdeu peso. O incentivo das mães contribui para esse sucesso. A manicure Berenice Santos Coelho, mãe da Ana Carolini, diz que descobriu que a filha tinha problemas de saúde só depois que ela começou a dançar. E ainda vê outras vantagens no desenvolvimento da filha e da família toda.

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– Está ajudando muito o lado psicológico, o comportamento, a movimentação e os nossos hábitos alimentares. Não adianta só dançar, tem que tratar a mente – acredita Berenice.

Atenção à nutrição

Priscila Ribeiro, nutricionista do projeto Zé Colmeia, foca boa parte de seu trabalho em aulas sobre educação nutricional, com trabalhos em grupo e aulas na cozinha.

– Mostro algumas preparações nutritivas, proporcionando conhecimento sobrecomo ter uma alimentação mais saudável. Também trabalhamos os perigos da má alimentação, que podem, no futuro, causar doenças, como obesidade, diabetes, hipertensão, anemia, entre outras – explica.

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A psicóloga Lilian Delavy, que faz o acompanhamento dos integrantes do projeto, nota melhorias na autoestima, na forma em que as crianças se relacionam com o corpo e a alimentação, além da maneira de lidar com a ansiedade e as emoções.

– Os benefícios são visíveis e se dão em função do trabalho conjunto de "

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