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Série Caso Rodin 10 anos

Ex-reitor da UFSM diz que Operação Rodin foi uma fraude

06 Novembro 2017 23:00:00

Paulo Sarkis prepara lançamento da segunda parte de livro em que fala sobre a suposta fraude no Detran

Ex-reitor da UFSM, o professor Paulo Jorge Sarkis, 73 anos, é um dos condenados no processo criminal do Caso Rodin. Ele estava em pleno mandato na reitoria quando começou o envolvimento indireto da instituição com o Detran, por meio das fundações de apoio.  

 Começaram a ser escutados, desde o início da tarde de ontem, os dois primeiros réus da Operação Rodin, o ex-reitor da UFSM, Paulo Jorge Sarkis, e o empresário Ferdinando Fernandes, supostamente envolvidos no esquema de desvio de dinheiro público, no período de 2003 a 2007, quando cerca de R$ 44 milhões teriam sido desviados do Detran por meio de contratos do órgão de trânsito com fundações ligadas à federal. Na foto,  o ex-reitor da UFSM, Paulo Jorge Sarkis
Foto: Ronald Mendes / Agencia RBS

Sarkis foi um dos personagens mostrados na série de reportagem que o Diário publica desde segunda-feira por causa dos 10 anos do Caso Rodin. Leia a reportagens aqui.

Com bens bloqueados em uma ação civil, Sarkis vive da aposentadoria e presta consultoria na área de engenharia civil, a maioria delas para o filho, que tem empresa de engenharia, e para ex-alunos. O professor também já publicou sua versão no livro A Outra Face da Operação Rodin e pretende lançar novo fascículo sobre o assunto.

- Essa Operação Rodin iniciou como uma grande farsa para envolver meu nome. Para esconder isso, essa farsa, há condenações sem nenhuma comprovação dos fatos. No recurso ao TRF4, demonstramos claramente as falhas - desabafa o ex-reitor.

Ele pondera que até agora foi julgado por quatro juízes (o de Santa Maria e os três desembargadores do TRF4) e "nenhum concorda com o outro". Por isso, ele diz que vai lutar até as últimas instâncias da Justiça para provar sua inocência.

Confira as demais reportagens da série
:Como vivem hoje os 22 réus do Caso Rodin
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Como está a UFSM 10 anos depois do Caso Rodin
:
Fatec mudou as regras e passou a ter mais controle sobre os processos 

- A única sentença que o processo suporta é a da minha absolvição total, e vou procurá-la em todas as instâncias. A única coisa em que todos os julgadores concordam é que não recebi nenhum valor. O próprio MPF pediu minha absolvição da ilação inicial de corrupção passiva - insiste Sarkis, que defende "amplo debate público" sobre a Rodin.

Em nota, Sarkis dá sua versão sobre o caso Rodin

"1 - Sustento que as acusações feitas contra a minha pessoa nesse processo são uma grande farsa e que a sociedade está sendo enganada e prejudicada pela manipulação da opinião pública. Insisto na necessidade de se fazer amplo debate público, não restrito ao meio jurídico, para se restabelecer a verdade.

2 - Sobre o tema prestei depoimento em juízo e fiz fortes acusações contra os envolvidos na farsa e desmontei documentadamente todas as ilações alinhavadas pelo MPF. Alguns dias depois, todos os procuradores locais do MPF pediram transferência simultaneamente e foram atendidos.

3 - Todo o teor do meu depoimento em juízo foi reproduzido no Livro "A Outra Face da Operação Rodin" e em várias palestras públicas. Também fiz denúncia formal ao MPF e ao MEC, que nunca foram investigadas com a seriedade devida. Transcorridos todos os prazos legais para manifestação de inconformidade dos atingidos pelas minhas denúncias não recebi nenhuma notificação ou contestação, o que consolida a seriedade e veracidade dos fatos relatados.

4 - Até agora, fui julgado por 4 Juízes. Um na primeira instância e três no tribunal regional. Nenhum concorda com o outro. As penas variaram de 10 anos (na primeira instância) a multa (do vogal do TRF). A única sentença que o processo suporta é da minha absolvição total e vou procurá-la em todas as instâncias. A única coisa em que todos os julgadores concordam é que não recebi nenhum valor. O próprio MPF pediu minha absolvição da ilação inicial de corrupção passiva. O peculato de que os procuradores me acusam, sem provas, seria em favor de terceiros.

5 - A indisponibilidade de bens, que você perguntou, visam apenas causar embaraço econômico e não a ressarcir desvios. A quase totalidade dos bens em indisponibilidade foram adquiridos antes da década de 90. Muito antes de ocupar qualquer cargo de direção superior.

5 - Em breve, no mês de dezembro, editarei um fascículo anexo ao livro já publicado analisando as sentenças recebidas. A imprensa será convidada para o lançamento e espero contar com a sua presença."



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