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Série Caso Rodin 10 anos

Como vive o professor aposentado da UFSM apontado como mentor do esquema Rodin

06 Novembro 2017 22:00:00

José Fernandes, dono da Pensant, fala sobre processo em que foi condenado

José Mauro Batista

Nos 10 anos da Operação Rodin, completados  nesta segunda-feira, o Diário está publicando uma série de reportagens sobre a suposta fraude envolvendo convênio para aplicação de provas de carteira de motorista no Rio Grande do Sul. Deflagrada pela Polícia Federal em 6 de novembro de  2007 em Santa Maria, Canoas e Porto Alegre, a Rodin sacudiu o governo do Estado, o meio político gaúcho, a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e suas duas fundações de apoio, a Fatec e a Fundae. 

Atualmente 22 pessoas condenadas aguardam julgamento de recursos no Tribunal Regional Federal. Elas são acusadas de participar de um esquema de desvio de recursos do Departamento Estadual de Trânsito (Detran) por meio de prestação de serviços pelas fundações de apoio da UFSM e empresas, todas contratadas sem licitação. 

O Diário conversou com José Antônio Fernandes, dono da empresa Pensant e apontado pelo Ministério Público Federal (MPF) como menor do suposto esquema pela PF. José Fernandes, 71 anos, não esconde ressentimentos. Aposentado desde 2000, o ex-professor da UFSM e político com vinculação histórica ao PDT, pelo qual concorreu a prefeito de Santa Maria e dirigiu a antiga Caixa Econômica Estadual no governo Collares, diz que não tem mais militância partidária.

Mora em Porto Alegre, onde tem um apartamento, e se dedica a estudar o processo da Rodin e a escrever um livro sobre o assunto. Tem um sítio em Três Barras, interior de Santa Maria, que recebeu de herança. Ele afirma que esses são seus únicos bens e que vive da aposentadoria. Fernandes também enfrentou um problema de saúde e se distanciou de Santa Maria, vindo esporadicamente à cidade.

 Na segunda instância, tribunal reduz penas de réus da Rodin

- Um cara que fez o que eu fiz por Santa Maria é muito difícil de igualar. Só Projeto Esperança, que eu criei com o dom Ivo (bispo católico dom Ivo Lorscheiter, em 2007), dá emprego para 20 mil pessoas. Essa operação foi essencialmente com interesses políticos - diz Fernandes.

Ele garante ser inocente e não ter se beneficiado de dinheiro desviado do Detran.

- Quem foram os beneficiários? Eu e minha família estamos limpos, a Receita Federal examinou tudo, e a situação da Pensant está regular - sustenta.

Criada em 1976, a Pensant esteve parada até 1995, quando voltou à ativa. Fernandes alega que, apesar de haver demanda para a empresa, não há como retomar as atividades. A mesma coisa, ele diz sobre a política.

- Perdi o encanto pela política e pelo poder. Não tenho ódio nem raiva dessas pessoas (delatores do esquema e membros da PF, do MPF e do Judiciário). Há outra dimensão da vida em que as pessoas têm que resgatar suas maldades - afirma o dono da Pensant, que promete "revelações bombásticas" em seu livro.

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