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Veterinária dá dicas de como identificar tumores nos pets

13 Abril 2018 13:00:00

Tratamentos e atendimentos veterinários especializados são alternativas para a cura da doença

Luisa Neves

Fotos: Gabriel Haesbaert
Sabrina se assustou quando recebeu o diagnóstico de que a cachorrinha Pity estava com câncer

Há seis meses, a comerciante Sabrina Silva Rodrigues, 33 anos, levou um susto ao saber que a sua pet estava com câncer de mama. Com 11 anos, a poodle Pity apresentou pequenas bolinhas na cadeia mamária que, felizmente, foram tratadas a tempo de salvar sua vida.

- Estávamos em um pet shop quando uma amiga minha viu várias bolinhas estranhas na Pity. Imediatamente, procurei a médica veterinária que a acompanha desde que era filhote. Realizados os exames, o diagnóstico confirmou que aquelas bolinhas eram tumores. Confesso que na hora, o impacto foi horrível. Mesmo assim, não hesitei em fazer o possível para salvá-la - conta Sabrina.

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Médica veterinária, Camyla Santos Silveira, 30 anos, conta que, logo que atendeu Pity, pediu exames de sangue e radiografias. Confirmado o tumor, encaminhou a cadelinha à cirurgia, que foi realizada com sucesso. Para a tutora, saber que Pity está bem e superou a doença é uma alegria incomparável.

- Ela foi operada pelo médico veterinário Renato Machado. Em 45 dias, retirou as duas cadeias mamárias. Passado o período de restabelecimento, novos exames foram feitos, os quais constataram ausência de metástase. Hoje, Pity está muito bem - comemora a comerciante.

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OCORRÊNCIAS MAIS COMUNS
Camyla diz que os principais tipos de tumores que afetam cães e gatos são os de mama, nas fêmeas, e de próstata, nos machos. Além destes, ela destaca o câncer de pele e o tumor venéreo transmissível (TVT), que também tem muita incidência em animais. 

- É muito importante que o tutor esteja atento a qualquer nódulo ou mancha que apareça no animal e procure imediatamente atendimento veterinário. O sucesso do tratamento depende da precocidade do diagnóstico - alerta a veterinária.

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PRINCIPAIS TUMORES 

Câncer de mama 

  • Os tumores de mama representam, aproximadamente, 50% dos casos de tumores em fêmeas e podem ser benignos ou malignos. A apresentação clínica é um ou vários nódulos de diferentes tamanhos, fáceis de serem apalpados pelo tutor
  • Principais causas - Uso de anticoncepcionais para evitar o cio e a não esterilização, visto que a castração diminui a probabilidade. Cadelas e gatas castradas antes do primeiro cio tem 0,05% de desenvolverem tumor de mama.
  • Tratamento - Quanto mais precoce o diagnóstico, mais chances de cura o animal terá. O tratamento mais indicado é a remoção cirúrgica

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Câncer de pele

  • Podem se apresentar como nódulos no subcutâneo ou externos, de diferentes cores e tamanhos, verrugas ou manchas. Alguns tipos são os papilomas, melanomas, mastocitomas, lipomas. Somente por meio de biópsia pode-se identificar os tipos de tumor e se são benignos ou malignos
  • Principais causas - Exposição inadequada do pet a raios solares e a produtos químicos cancerígenos, geralmente usados para limpar canis
  • Tratamento - Pode ser indicado remoção cirurgia, quimioterapia e outros procedimentos determinados pelo especialista

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Tumor venéreo transmissível

  • É muito importante que o tutor esteja atento a qualquer nódulo ou mancha que apareça no animal e procure imediatamente atendimento veterinário, pois o sucesso do tratamento depende da precocidade do diagnóstico
  • Esse tipo de tumor é sexualmente transmissível e maligno. Pode estar localizado na vulva ou pênis, bem como na região nasal e na boca, pelo hábito que os animais tem de cheirar os órgãos genitais. A principal forma de visualização é a presença do tumor ulcerado, muitas vezes, apresentando secreções. O diagnóstico é feito por meio de citologia, biópsia ou imprint, quando se pressiona levemente a lâmina no local
  • Principais causas - Transferência de células tumorais pelo cruzamento, mas pode ocorrer de outras formas. Contaminado, o animal pode desenvolver um ou vários tumores.
  • Tratamento - O mais indicado é a quimioterapia. Pode-se considerar a possibilidade de cirurgia, mas em último caso, devido à grande quantidade de reincidências do tumor

Fonte: Camyla Santos Silveira, médica veterinária

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