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Com a palavra

Radialista relembra formação em Santa Maria

11 Janeiro 2018 19:00:00

Ex-presidente da Associação dos Cronistas Esportivos Gaúchos (ACEG), Edgar Vaz entregou o cargo ao final de 2017


Foto: Câmara Municipal de Porto Alegre (Guilherme Almeida)
Edgar durante homenagem da Câmara dos Vereadores de Porto Alegre para a ACEG

Radialista, dono de uma carreira de 40 anos e figura importante dentro do cenário jornalístico gaúcho. Este é Carlos Edgar Fontoura Vaz, ou somente Edgar Vaz, como é mais conhecido. O cachoeirense de 56 anos chegou a Santa Maria na virada da década de 1960 para 1970, quando, em suas palavras, se tornou um "santa-mariense por adoção". Vaz também foi, entre 2016 e 2017, o presidente da Associação dos Cronistas Esportivos Gaúchos (Aceg), a principal entidade representativa dos repórteres esportivos no Estado. O repórter da Rádio Caxias é casado, há 30 anos, com Flavia, 49. Do casamento, nasceram Bruno, 30; Felipe, 23 e Henrique, 11. Inquieto e trabalhador, é ao lado de seus entes queridos que Edgar aproveita seu descanso. No dia seguinte, ele repete seu ritual e acorda ainda durante a madrugada para sair pelas ruas caxienses, no frio da Serra, em busca de histórias para contar. Em entrevista ao Diário, ele contou a sua.

Diário - Quais as suas lembranças da época de infância?
Edgar Vaz -
Nasci em Cachoeira do Sul, no dia 20 de junho de 1961. Terceiro filho do capitão, advogado e professor Antônio Ari das Chagas Vaz, e da professora de música, especializada em gaita, Maria de Lourdes Fontoura Vaz. Minha infância se dividiu entre Bento Gonçalves, Cachoeira do Sul e Santa Maria. Meu pai era sargento e, entre 1964 e 1968, moramos no interior. Desta época, lembro-me das idas à roça com vizinhas, em cima de carroça, na época da colheita. Gostava daquilo! Ainda em 1968, retornamos para Cachoeira do Sul, onde fui alfabetizado pela minha tia Stela, que dava aulas particulares. Estudava no Colégio Cândida Fortes Brandão. Aos sábados, meu pai levavamos três filhos para trabalhar em uma horta onde plantávamos de tudo. Era aí que eu e meus irmãos nos divertíamos. Em 1970, meu pai foi promovido e foi para a 3ª Cia Com. Toda a unidade foi transferida para Santa Maria. Já tinha 9 anos, a cidade era maior e foi onde comecei a viver experiências diferentes.

Ex-treinador relembra os anos dedicados ao futebol e à sua família

Diário - Como foram os anos em Santa Maria? 
Vaz - Minha adolescência foi toda na cidade, na Rua Floriano Peixoto. Dedicava-me aos estudos, cuidava de meus irmãos mais novos (Gerson e Maria Regina), ajudava minha mãe e me divertia com a gurizada da rua, amigos até hoje. Joguei nas categorias de base do Riograndense e, depois, no Inter, que na época era treinado pelo ex-goleiro Deca. Passei a conviver com profissionais que contribuíram muito para a minha formação. Entre eles, Tadeu Menezes, Donga, Hélio Oliveira, André Heinz, Valdo, Robson, Nei, Toninho, Guinga, Chicota e tantos outros. Grandes craques e seres humanos magníficos. Foi uma etapa importante de minha vida. Com meu irmão Paulo Sergio, criamos uma equipe de sonorização de eventos (boates, bailes e shows), a Kintha Dimensão. Frequentei durante muitos anos o Clube Atirador Esportivo.


Foto: Edgar Vaz (Arquivo pessoal)
Com o técnico Tite, após ele assumir o comando técnico da Seleção Brasileira

Diário - Tem alguma história que não foge da mente? 
Vaz - Quando chegamos a Santa Maria, conhecemos um tio-avô, Ademar Moreira, ferroviário. Na cidade, ele fez um convite para meus irmãos mais velhos irem ao Estádio dos Eucaliptos verem o Riograndense jogar. Não se mostraram interessados, e eu ali, só esperando chegar o convite para mim. Quando o Tio Ademar acenou para mim, aceitei na hora. Nunca mais ele convidou meus irmãos, e sempre eu era o escolhido. Posteriormente, joguei na base do clube, mas o Tio Ademar não chegou a assistir meus jogos. Infelizmente, ele faleceu antes. Uma tristeza para mim!

Diário - Como entrou para o mundo do rádio?
Vaz -
Ingressei no rádio no final de 1977, como operador de áudio na Rádio Imembuí. Depois, passei a produtor de dois programas musicais, no final de semana, apresentados pelo comunicador Clóvis Monteiro (hoje, na Rádio Tupi). Em 1979, tive uma passagem na Rádio Gazeta de Carazinho, junto com o Clóvis. Retornei à Imembuí em 1980. Em 1986, tive uma curta passagem pela Rádio Atlântida, levado pelo então diretor, Jorge André Brites, e trabalhei com Gerson Pont Ferreira, Eron Dalmolin e Paulo Brites. No mesmo ano, fui contratado pela RBS TV. Fui repórter e, paralelamente, por algum tempo, atuei pela Rádio Guarathan. Fui aprovado em Jornalismo, na UFSM, em 1988. No mesmo ano, retornei a Imembuí, mas acabei na Rádio Jornal em Caxias do Sul, em 25 de julho de 1988, iniciando um novo ciclo de minha vida profissional e particular. Trabalhei na Rádio Caxias até 1990. Entre agosto de 1991 e janeiro de 1992, atuei na Rádio São Francisco. Em 1993, retornei para Santa Maria, mas como corretor de imóveis, função que desempenhei até ser novamente contratado pelo STC, em 1996, retornando a Caxias do Sul, de onde nunca mais saí.

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Diário - Quais são as memórias queridas que a Rádio Caxias lhe trouxe? 
Vaz - Foi na Rádio Caxias que tive a oportunidade de crescer profissionalmente. Tive oportunidade de cobrir a primeira eleição, transmitindo de Brasília. A visita do Papa João Paulo II ao Brasil. Copa América, na Bolívia, em 1997, e Copa do Mundo, na França, em 1998, minha principal cobertura até então. Belas experiências!


Foto: Edgar Vaz (Arquivo pessoal)
Com os filhos Felipe (a partir da esquerda), a esposa, Flavia, Henrique e Bruno

Diário - Do que sente mais falta em Santa Maria? 
Vaz - Sinto falta do vento minuano que corta a alma do gaudério, do vento norte chamando a chuva. Do frio do inverno e do calor sufocante do verão, sinto falta das amizades que cultivei ao longo dos anos, das conversas no Calçadão e das tardes de domingo na Presidente. Tenho saudade das tertúlias, das idas ao cinema no Independência, dos jogos de futebol de salão no ginásio do Corintians lotado! A Baixada Melancólica, o campo do Coop, do Cerro Azul, do Guarani-Atlântico, da Vila Kennedy, onde joguei quando jovem. Tenho saudade das boates e domingueiras do Clube Atirador Esportivo, onde em certa época fui diretor social. Do Clube 21 de Abril, Associação dos Ferroviários. Tenho saudade dos bailes de formaturas no Clube Comercial e no Caixeiral. No Avenida Tênis Clube e no Santamariense, não frequentava muito. Foram anos dourados da minha vida. Que saudade!

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Diário - O que Edgar Vaz mais gosta de fazer no tempo livre? 
Vaz - Não sou muito exigente. Nos últimos anos tenho desenvolvido muitas atividades paralelas com a vida profissional, e não sobra muito tempo livre. Apenas curto os domingos, descansando, curtindo meus filhos e minhas norinhas queridas Michele e Camila. Quando possível, gosto de estar com meus compadres Varner e Nadia, de Guaíba, Paulo e Wladia, em Santa Maria. Meus sobrinhos e sobrinhas. E, na medida do possível, saborear uma costela suculenta; uma paletinha de ovelha, regada a cerveja, minha bebida preferida.

Diário - Quais fora as melhores lições aprendidas ao longo da vida? 
Vaz - Acredito que nossa trajetória deve ser construída de acordo com as nossas convicções. Tudo tem base na educação e ensinamentos herdados de nossos pais. Na formação de nosso caráter, que amparam nossas decisões nos mais variados momentos da vida. Acordo diariamente às 4h30min da madrugada e, às 5h15min, já estou na rua, perseguindo a informação. O tempo passa e já não sou mais tão resistente. Não sei como vou reagir a uma nova realidade. Quem sabe buscar novos desafios, mas sem forçar a máquina (risos).

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