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Radialista criado em Santa Maria fala sobre sucesso no Rio

16 Maio 2018 14:33:00

Clóvis Monteiro apresenta programa matinal há 22 anos na capital carioca

Fotos: Clóvis Monteiro (Arquivo pessoal)
Radialista cresceu em Santa Maria ao lado dos irmãos Pedro e Elias Monteiro

Ele brinca que, em maio, completou 100 anos de vida - 60 de idade e 40 de imersão nas ondas do rádio. Foi em Santa Maria que o radialista alegretense deu os seus primeiros passos no mundo da comunicação. Mais tarde, fez parte da criação da Rede Atlântida, o que lhe rendeu uma sonhada viagem - só de ida -, para o Rio de Janeiro.

Na terra do samba, sua voz grave tornou- -se reconhecida entre o povo carioca, por meio do seu programa matinal, o Show do Clóvis Monteiro, no ar há 22 anos pela Super Rádio Tupi, líder de audiência na capital do Rio de Janeiro. Ele diz que não existem palavras para descrever o sentimento pela sua família, composta pela esposa Carmen, 55, e os filhos Mariana, 33, Bruno, 26, e Lucas, 19 - afinal, eles são a loteria que a vida lhe permitiu vencer.

Diário - Onde o senhor nasceu e passou sua infância?
Clóvis Monteiro -
Nasci em Alegrete, na Fronteira Oeste. Com 5 anos, fui morar em Santa Maria, com minha família. Na época, convivia com minha mãe, a dona Eunice, e meu pai, Bruno. Mudamos para que eu e meus irmãos pudéssemos estudar. Recordo-me de uma infância muito rica e feliz ao lado dos meus irmãos, Pedro, muito conhecido na cidade por ser um compositor fantástico, e o Elias, chargista incrível, premiado internacionalmente e um orgulho meu, além das minhas irmãs, Ada e Eluza.

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Diário - Por que escolheu a carreira de radialista? 
Clóvis - Foi um acidente. Eu gostava muito de desenhar e escrever. Nessa área, tinha como exemplo meus próprios irmãos, Pedro e Elias. Por vir de uma família pobre, precisava trabalhar. De repente, alguém achou que eu tinha voz para trabalhar no rádio, apesar de que, na época, eu era profundamente tímido. Fiz testes em vá- rias emissoras de Santa Maria e não tive sorte. Mas fui encaminhado para Faxinal do Soturno, onde recebi oportunidades na Rádio São Roque. De lá, após experimentar aceitação, voltei para Santa Maria.

Clóvis (ao centro), com a esposa Carmen e os três filhos Bruno, Mariana e Lucas

Diário - Em Santa Maria, onde começou a trabalhar?
Clóvis -
Fiz um teste na Rádio Imembuí, na época de Quintino Oliveira, Paulo Corrêa, Freire Júnior. Tive a felicidade de trabalhar e aprender muito com grandes profissionais. Recordo-me de Vicente Paulo Bisogno. Na época, a emissora era exportadora de talentos, principalmente para Porto Alegre. Muitos nomes do jornalismo vieram dali. Foi muito importante ter passado pela escola do rádio de Santa Maria. Após minha experiência, recebi propostas pelo interior. Trabalhei em Passo Fundo, em Pelotas, em Carazinho, convivi com Mauricio Sirotsky e participei do começo da Rede Atlântida. Também sou grato à Rádio Santamariense. Destaco Cláudio Zappe, Alcides Zappe, que são amigos queridos que eu fiz aí. Além deles, lembro de Pedro Brum Santos, Ronaldo Schmidt e Paulo Sidnei. Convivi com muita gente boa.

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Diário - Como o senhor foi parar no Rio de Janeiro? 
Clóvis - A verdade é que eu sempre sonhei com o Rio de Janeiro. Eu ouvia muito emissoras de São Paulo e do Rio e sonhava em trabalhar em terras cariocas. É um sonho que se realizou. Graças a Deus, e às pessoas que me abriram portas e me ajudaram a tornar esse sonho realidade. São 22 anos nas manhãs da Rádio Tupi, onde mais de 500 mil pessoas por minuto ouvem nosso programa. Somos líderes absolutos, graças a Deus e à grande equipe de profissionais que temos. O nosso diretor, Marcus Di Giacomo, é de Santa Maria, também. A vida aqui, apesar de todo noticiário que relata a violência, é muito confortável, ao lado de minha família. Nossa vida é muito boa.

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Diário - O senhor ainda visita Santa Maria?
Clóvis -
Visito Santa Maria sim, mas menos do que eu gostaria. Visitei pela última vez no final de abril, quando minha mãe faleceu. Vim correndo e tive que deixar muitos compromissos no Rio de Janeiro.

Diário - Como é a sua relação com o Botafogo, que lhe rendeu homenagem? 
Clóvis - Sempre fui gremista. Foram 29 anos morando no Sul. Em 1986, quando cheguei no Rio, fiz amizade com os clubes, em função do sucesso na rádio. Fiquei amigo de jogadores, técnicos e cronistas esportivos. Me vi torcendo para o Botafogo e hoje torço muito. No Sul, sou Grêmio. Aqui, Botafogo. No jogo entre Botafogo e Grêmio, em maio, fui homenageado pela diretoria botafoguense. Foi emocionante e ganhei uma camisa simbolizando meus 40 anos de comunicação.

Diário - Que história mais lhe marcou?
Clóvis -
Há 22 anos, eu fazia o programa na Tupi, e uma senhora chegou com uma bebê, a Camila. Ele precisava operar o coração. Eu não sabia o que fazer, e sem querer deixar a mulher ir embora, abri o microfone da rádio e entrevistei ela, contando com a bondade dos ouvintes. Nesses pequenos milagres do dia, tocou o telefone e atendemos. Era a doutora e cirurgiã Rosa Célia. Ela chamou a Camila e a operou e a acompanhou durante 15 anos. Hoje a menina é uma moça de 22 anos e a doutora Célia atende crianças carentes. Por coincidência, ela apareceu no Globo Repórter, no começo do mês de maio. Essa é apenas uma das histórias que vivi na comunicação. É impressionante.

Diário - Nessa longa caminhada, qual foi a lição que mais marcou o ser humano Clóvis Monteiro? 
Clóvis - Aprendi muitas lições de vida. O nosso programa tem compromisso com a informação. Tem repórteres por todo o lado, helicóptero sobrevoando a cidade. Na minha bancada, temos jornalistas e humoristas. Somos um show popular com prestação de serviços, com o conceito de tentar melhorar as pessoas com histórias positivas Acredito que melhorando as pessoas, melhoramos o lugar que vivemos e o mundo. A lição que me marcou é saber que um sonho pode ser realizado a partir de qualquer momento da sua vida. Não importa o que você fez até hoje. Se você resolver se preparar, criar uma estratégia, trabalhar respeitando a todos, sempre há tempo de começar ou recomeçar. O que aconteceu na minha vida é coisa de filme. Sou muito grato. A lição é essa: você deve sonhar grande, apontar para as estrelas e fazer por onde. Sou muito grato pelo que a vida me deu. Ainda aposto, de vez em quando, na Megasena. Mas confesso que já ganhei, quando encontrei minha família.

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