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Público aprovou, mas pede mais espaço para Feira do Livro

14 Maio 2018 09:30:00

Mais de 55 mil livros foram vendidos na edição deste ano




Foto: Gabriel Haesbaert (Diário)

O fim de semana foi de despedida da 45ª Feira do Livro de Santa Maria, considerada o maior e mais tradicional evento cultural do Coração do Rio Grande, que, neste ano, teve como tema Há 45 anos mudando realidades. Se, por um lado, os leitores celebram os livros e as atividades culturais reunidas em um mesmo local, por outro, surge o pedido do público por uma estrutura adequada para abrigar um grande evento. Neste ano, foram 39 bancas e 55.410 livros vendidos, dezenas de atividades artísticas, culturais e literárias e milhares de visitantes. 

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No último final de semana do evento, o Diário conversou o público para saber quais as suas impressões. Eles destacaram o que lhes agradou e também opinaram sobre o que precisa melhorar. As principais sugestões de melhoria são em relação à estrutura, como mais espaço entre as bancas e para o público circular, mais iluminação, ampliar a divulgação da programação nas redes sociais e até um local maior para a realização do evento





A FEIRA É DA PRAÇA
O presidente da Câmara do Livro de Santa Maria, Télcio Brezolin, avalia a edição deste ano com saldo positivo, mas reconhece que existem coisas a melhorar no evento, e tudo já está sendo pensado para o ano que vem. Porém, ele adianta: a feira continuará na Praça Saldanha Marinho. 
 - Nós já estamos pensando em como melhorar a disposição das bancas, para otimizar o fluxo. Mas a feira na praça é algo intocável. Já fizeram pesquisas sobre isso, e 98% das pessoas não querem que troque de lugar. Se fizer em outro lugar, irá matar a feira - ressalta Brezolin. 

O presidente da Câmara do Livro acredita que, nesta edição, assim como nas anteriores, além da venda de livros, houve ainda mais identificação entre a feira, as pessoas e a cidade.
- Nós temos um evento como esse, aberto ao público, sem precisar pagar ingresso e com uma estrutura dessa. O movimento foi maravilhoso! Tem coisas, ressonâncias que ocorreram por aqui que nem conseguimos dimensionar - afirma o presidente. 

A sugestão dele é que o público e, principalmente, os empresários de empresas instaladas no centro da cidade se apropriem do evento e auxiliem nos recursos.
- Os empresários deveriam apoiar o evento, pois eles também se beneficiam do movimento que a feira traz ao centro de Santa Maria - finaliza.

BOAS VENDAS 
A 45ª Feira do Livro de Santa Maria chegou ao fim superando o número de exemplares vendidos em 2017 (55.305 livros). Neste ano, foram comercializados 55.410 exemplares, número um pouco menor do que o de 2016 (55.870).

A lista dos mais vendidos (em ordem alfabética) 

  • A Parte Que Falta - Shel Silverstein 
  • A Sutil Arte de Ligar o F*da-se - Mark Manson
  • Aventuras Na Netoland - Luccas Neto
  • A Vida Por Trás das Câmeras - Felipe Neto
  • Cronicaria - Marcelo Canellas e Manuela Fantinel (TV OVO )
  • Diário de um Banana - Jeff Kinney
  • O Edmundo Que Eu Conheci - Org. por Therezinha de Jesus Pires Santos , Gilda May Cardoso dos Santos
  • Santa Maria - O Passado Pitoresco em Prosa - Silvia Paraense e Valter Antonio Noal Filho (orgs)
  • Textos Cruéis Demais Para Serem Lidos Rapidamente - Igor Pires Da Silva
  • Todo Dia a Mesma Noite - Daniela Arbex

A avaliação dos livreiros, a feira foi boa.

- A nossa banca é a única na feira que trabalha, exclusivamente, com a cultura gaúcha. Vemos que a Feira do Livro vem em uma crescente extraordinária. A ponto de termos vários títulos esgotados - enfatiza Luiz Borges, vendedor da Martin Livreiro.

O representante de vendas da Editora Pradense, de Porto Alegre, Ricardo Fonini, conta que é a sexta vez da editora na feira. Neste ano, ele parte muito feliz com os dias que passou na Cidade Cultura.
- Foi um dos melhores anos da feira. Claro, as vendas variam de banca para banca, mas, no geral, foi muito bom. Santa Maria e Caxias do Sul têm as melhores feiras do livro do Interior, só perdem para Porto Alegre - enfatiza Fonini.

A proprietária da Athena Livraria, Daniela Kliemann, também concorda que a feira foi boa, porém, destaca que algumas pessoas reclamaram do que consideram pouca divulgação.
- As nossas vendas cresceram em torno de 60% comparado ao ano passado. O que os clientes falaram é que eles não sabiam da programação. Nós também tivemos dificuldade em disponibilizar os livros dos autores que vieram para a feira, pois a programação saiu uma semana antes de começar - explica Daniela.

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