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sociedade

A arte de recomeçar

28 Dezembro 2017 15:30:00

Colunista traz reflexões para o ano que se inicia


Gostaria de começar as minhas reflexões sobre o ano novo com um trecho que eu gosto muito e que costumo recordar quando trato do tema da subjetividade; De Guimarães Rosa:
"O importante e bonito do mundo é isso: que as pessoas não estão sempre iguais, ainda não foram terminadas, mas que elas vão sempre mudando. Afinam e desafinam." 

A cada ano que se inicia temos a capacidade de recomeçar e nos reinventarmos através de novos planos, metas, desafios e sonhos que se mostram presentes em nosso cotidiano. Um novo ciclo que traz esperança e ao mesmo tempo nos desacomoda.

A celebração de Ano Novo ou Réveillon é uma referência simbólica que marca esta capacidade de abrir e fechar ciclos. Ao recorrermos a história identificamos que existem diferentes formas e períodos para demarcar esta passagem, dependendo da cultura e das crenças de cada povo. Reconhece-se, entretanto, que esta comemoração no Ocidente foi estabelecida por um decreto do imperador romano Júlio César, em 46 a.C. em que se dedicava a Jano, o deus dos portões ou das mudanças, relacionada a entradas e saídas e transições. Ele tinha duas faces, uma voltada para a frente, representando o futuro; e outra voltada para trás, indicando o passado, sendo o mês de janeiro uma referência a ele.

Olhar para trás e visualizar o que vem pela frente é uma tarefa bastante significativa deste momento. Frente a isto, é bastante comum as pessoas organizarem este momento celebrativo como muito cuidado e atenção as suas intenções para o ano que inicia. Escolher um lugar especial para passar o ano novo, o uso de rituais, simpatias, cores de roupa, decoração estão associados a estes desejos, sonhos e perspectivas. Neste sentido, podemos observar atitudes comuns em relação à alimentação como, por exemplo, o uso de brinde, que tem origem na Roma antiga e configura-se um ritual em que acredita-se que as bolhas são capazes de trazer muito sucesso no novo ano. Os grãos que representam a fartura e a fertilidade entre outras crenças.

Muitas pessoas afirmam que não se deve tomar nenhuma decisão entre o Natal e o Ano Novo, pois estamos muito atravessados por emoções que nos impedem de ver com nitidez a realidade e as situações. No entanto, neste momento podemos parar e pensar em nossas prioridades e meios de colocá-las em prática.

Amor, saúde, paz, prosperidade, união, amizade, solidariedade, não importa o substantivo utilizado ou a intenção que você esteja buscando, mas o mais importante é que possamos primar e viver aquele sentimento que estão alinhados aos nossos desejos. Porém, para sermos aquilo que desejamos, antes devemos reconhecer o que queremos ser para que nossas ações não sejam contrárias aquilo que se busca.

Assim, que neste ano que inicia possamos reescrever uma nova página em nossas vidas, recheada de muitos sentimentos bons e continuar nesta caminhada e nos reinventarmos para lidar com os desafios e conquistas encontradas. Que possamos desafinar e afinar e buscar a esperança ao lado de quem amamos e construirmos nesta travessia um momento muito especial.
Feliz Ano Novo!



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