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Para quem ainda irá para a praia

14 Fevereiro 2018 16:00:00

Em recente visita ao litoral gaúcho, aproveitei uma tarde chuvosa para pesquisar os preços de produtos básicos


Praia. Litoral. Reencontros. Gastos excessivos. Compras no supermercado geralmente lotado. Em recente visita ao litoral gaúcho, aproveitei uma tarde chuvosa para pesquisar os preços de alguns produtos básicos. Primeiro precisamos esclarecer o conceito de inflação. Em poucas palavras, inflação é o aumento persistente dos preços, o que resulta em uma contínua perda do poder aquisitivo por parte da população. Segundo o Dicionário de Economia de 2007, do economista Paulo Sandroni, inflação é um fenômeno monetário possível resultado de duas situações. Pode ser da expansão da oferta de moeda que tem efeito inflacionário ou como resposta a maior demanda de moeda provocada pela própria inflação, ou seja, a inflação, normalmente, pode resultar de fatores estruturais, inflação de custos, ou monetários, inflação de demanda.

A pesquisa de preço que fiz não tem uma metodologia específica, muito menos uma renda a ser analisada de acordo com o comportamento do consumidor. Fiz uma pesquisa, como qualquer consumidor poderia fazer, ou seja, de bloco e caneta na mão. Além da minha formação em Economia e de pesquisar mensalmente o Custo de Vida em Santa Maria, o que me motivou realizar a pesquisar foi a identificação de diversos carros de turistas que chegavam ao Litoral cheios de compras, chamados aqui no Rio Grande de "ranchos". Comecei com a carne moída de primeira e de segunda. Em Santa Maria, o preço médio encontrado na carne moída de primeira é de R$ 26,98. No litoral, R$ 24,38. Já a carne moída de segunda: R$ 15,99 e R$ 13,98 respectivamente. A chuleta no município R$ 21,69 e, na praia, R$ 19,98. A paleta, a diferença de preço é estável, sendo que em ambos os casos o preço médio é R$ 17,89. A tradicional costela minga: R$ 18,90, em Santa Maria, e, na praia, R$ 16,89. Até o tradicional refrigerante de cola tem diferença entre os municípios. No Litoral, encontra-se em dois litros a R$ 4,69 e, em nosso município, R$ 4,89. Dentre os itens pesquisados, a alface, o tomate, a cenoura, o milho e a cebola, os preços de Santa Maria estão em média 30% mais baratos.

A cerveja e a água, de grande consumo nesta época do ano, também apresentam diferenças significativas de preços, se comparado nos dois municípios. No Litoral, a cerveja e a água chegam a ter preço 40% maior que em Santa Maria. Aqueles que foram aproveitar o restinho do verão, aconselho a não levar o carro cheio de compras. As diferenças de preço não compensam, pela rápida pesquisa que fiz. Frequentar o supermercado na praia não é uma tarefa fácil, mas levar condimentos estocados também não. Outra diferença que me chamou a atenção foi o fato de os supermercados abrirem aos domingos e feriados, tanto na alta como na baixa temporada. Comodidade que, infelizmente, não temos aqui em Santa Maria.  

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