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opinião

Nós é que temos que mudar

06 Fevereiro 2018 16:00:00

Assim se formam as grandes cidades. Arriscando, acertando e errando, mas nunca se fechando


A abertura do comércio aos domingos e feriados seria uma boa forma de definir a nossa cidade, assim como o fechamento quase que completo das lojas de rua nos sábados à tarde, ou mesmo o horário diário de funcionamento das mesmas, geralmente até as 18h30min.

Santa Maria precisa mudar, e pode começar acreditando no seu potencial econômico. Parando de desmerecer o seu público consumidor. E mais: aceitando que com pequenas mudanças voltaria a ser o polo regional de comércio e de serviços que nasceu para ser.

Pior cego é quem não quer ver. Como pode uma cidade que fecha aos domingos e feriados se tornar polo de algo, em pleno 2018? De que adianta buscar dados, fazer contas, conjecturar, falar em Economia (ciência), se estamos fechados?

Sim, estamos fechados quando o estudante pode comprar livros, quando o pai do estudante pode escolher o apartamento que irá alugar, quando o trabalhador pode comprar um aparelho de som, quando o jovem casal pode comprar um carrinho de bebê, ou mesmo trocar de carro.

Estamos sempre fechados nas horas em que deveríamos estar abertos.

Nossos produtores rurais, com suas grandes famílias, vêm para Santa Maria com uma enorme vontade de consumir na cidade grande, e o que encontram? Grades e cadeados,

Será que deveriam eles, numa terça-feira, às 15h, saltar de seus implementos agrícolas e correr aqui fazer compras antes que as portas baixem. Como os militares, que, quando precisam comprar, trocar, consertar, ou alugar, pedem folga. Ou como estudantes, que faltam à aula.

Com todo o respeito às opiniões contrárias, mas isso está errado, e não há verborreia protecionista - seja ela de que lado for - que irá convencer do contrário. Pagar, se paga. Ajeitar horário, se ajeita. A CLT e o Judiciário estão aí para isso, corrigir excessos e punir aproveitadores.

É óbvio que há algo muito mais simples e objetivo por trás. Uma vontade incontrolável de se manter na mesmice, na zona de conforto, e no "sempre foi assim". E este olhar para o umbigo é que vem freando a nossa cidade, que poderia ser muito, mas muito mais desenvolvida. Sempre com respeito ao trabalhador e investindo em negócios locais, mas de portas abertas a investidores que verdadeiramente vêm para empregar e gerar riqueza.

Assim se formam as grandes cidades. Arriscando, acertando e errando, mas nunca se fechando.

Convidar empresas, atrair negócios, convencer investidores, me parecem apenas slogans sem conteúdo quando nos deparamos com pensamentos retrógrados.

Nós é que temos que mudar as nossas mentes e nos adequarmos aos dias atuais e às exigências do mercado global. As pessoas querem bem-estar, querem agilidade, e esperam o melhor produto ou serviço na hora que lhes convir. Temos que nos abrir. Do bar do Zé ao Google, todo mundo sabe disso.

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